O que é moralismo?
O termo moral é derivado do latim mores, que significa relativo aos costumes. A moralidade pode ser definida como a aquisição do modo de ser conseguido pela apropriação ou por níveis de apropriação, onde se encontram o caráter, os sentimentos e os costumes. Alguns dicionários definem moral como "conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, éticas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupos ou pessoa determinada" (Aurélio Buarque de Hollanda), ou seja, regras estabelecidas e aceitas pelas comunidades humanas durante determinados períodos de tempo.
Portanto, o termo moral significa tudo o que se submete a todo valor onde devem predominar na conduta do ser humano as tendências mais convenientes ao desenvolvimento da vida individual e social, cujas aptidões constituem o chamado sentido moral dos indivíduos.
A sua extinção:
Maquiavel destilando seu veneno disse:
“Deve-se compreender que um príncipe, e em particular um príncipe novo, não pode praticar todas aquelas coisas pelas quais os homens são considerados bons, uma vez que, freqüentemente, é obrigado, para manter o Estado, a agir contra a fé, contra a caridade, contra a humanidade, contra a religião. Porém, é preciso que ele tenha um espírito disposto a voltar-se segundo os ventos da sorte e as variações dos fatos o determinem e, como acima se disse, não apartar-se do bem, podendo, mas saber entrar no mal, se necessário.” (O Príncipe – cap. 18)
Maquiavel busca justificar que quando for preciso, uma pessoa pode se desviar do caminho correto e poder em nome de um “bem” maior praticar o mal, que não pode ser considerado um mal, dado que o fim dele ser “bom”.
Desde o renascimento, começou-se a relativizar a moral e passou a se aceitar que uma pessoa pudesse mentir, faltar com a palavra dada e trapacear, isso tudo em nome de um objetivo.
Hoje o moralismo é visto como algo negativo e ultrapassado. Valores que ajudavam a sustentar a sociedade como família estão sendo deturpados e atacados por esquerdistas e liberais.
Hoje a vida de uma criança não tem mais valor, o que conta mais é o eu. E a mulher pensando apenas em si e buscando justificar que é livre para se matar um feto, defende o aborto. E quem critica isso é chamado de moralista ultrapassado. Como se fosse algo arcaico defender a vida de uma criança. O preço de se buscar apenas o prazer e de se rejeitar a vinda de uma criança, é que cada vez o ser humano está sozinho e isolado. Muitas dessas pessoas quando idosas acabarão ou desamparadas ou sozinhas. E mais do que isso é que a sociedade está cada vez mais envelhecida e que terá dificuldades de substituir a mão de obra que aposenta.
Mas quanto a relativização da vida, a vida começa a partir da fecundação. Mas justificando que é direito da mulher de se matar uma criança, mostra que a vida humana está perdendo valor.
E a relativização dos valores está abrindo caminho para a degeneração das regras sociais, aonde tudo é permitido. E poderemos viver no estado de natureza de Hobbes, sem regras, aonde tudo é permitido e vivemos em guerra permanente. As bases de sustentação da sociedade estão ruindo. relativizam com o direito a vida, logo vão relativizar com outros direitos.
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